_Pequenos empresários e trabalhadores denunciam que modelo proposto pelo governo pode concentrar o mercado nas mãos de grandes grupos e provocar demissões em massa. Lideranças do setor se mobilizam para evitar o colapso da categoria._
Uma forte mobilização começa a ganhar força em todo o estado de São Paulo após a divulgação do novo modelo de concessão dos pátios veiculares. Empresários e trabalhadores do setor de guinchos alertam que a proposta pode provocar uma verdadeira devastação econômica em um segmento formado majoritariamente por pequenos e médios empreendedores.
Segundo representantes da categoria, o edital prevê exigências financeiras e operacionais que dificilmente poderão ser atendidas pelos empresários que historicamente prestam o serviço no estado. Na prática, isso abriria caminho para que grandes conglomerados assumam o controle dos pátios veiculares.
Hoje, o estado conta com 237 pátios, operados em grande parte por empresas familiares e pequenos empreendedores espalhados por diversas regiões. A nova modelagem prevê a divisão em apenas sete grandes lotes, que concentrariam cerca de 125 pátios, favorecendo grandes grupos econômicos com alta capacidade financeira.
A preocupação é que essa mudança provoque uma onda de fechamento de empresas e demissões, atingindo diretamente milhares de trabalhadores que dependem da atividade de remoção, guarda e liberação de veículos apreendidos.
Representantes do setor afirmam que o modelo exige comprovação de experiência em gestão de ativos com faturamento anual próximo de R$ 8 milhões, uma realidade distante da maioria das empresas que hoje atuam na área.
"Isso exclui quem sempre trabalhou no setor. Estão mudando as regras do jogo para favorecer grandes grupos e tirar o sustento de milhares de famílias”, afirmam lideranças da categoria.
Entre as empresas que poderiam disputar os lotes estão gigantes da logística e infraestrutura, como grandes concessionárias e operadores de serviços urbanos.
Enquanto isso, trabalhadores e empresários intensificam a mobilização em todo o estado para chamar atenção das autoridades sobre o impacto social da medida.
Nesse contexto, o ex-prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay, tem se destacado como uma das lideranças que vêm representando a categoria no diálogo com autoridades e na conscientização do governo sobre os riscos da proposta.
Pocay tem participado de conversas com representantes do setor e defendido que qualquer modernização do sistema precisa preservar os empregos, valorizar quem já trabalha na área e garantir justiça econômica para os pequenos empresários.
“A modernização é importante, mas não pode significar a destruição de um setor inteiro. Estamos falando de milhares de famílias que dependem desse trabalho”, ressaltam representantes da mobilização.
A expectativa agora é que o governo reavalie pontos do edital e abra espaço para um modelo mais equilibrado, que permita a participação dos empresários que historicamente construíram o setor.
Para os trabalhadores, a luta está apenas começando.
“O que está em jogo não é só um contrato. É o sustento de milhares de famílias.”
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