Há quase três décadas, Ourinhos vive um vazio que custa caro: a cidade deixou de ter uma voz própria na Assembleia Legislativa. Desde então, o que vemos é um ciclo repetido de promessas, visitas em época de eleição e migalhas de recursos que nunca acompanham o tamanho da nossa importância regional.
Ourinhos não é pequena, não é coadjuvante. Ourinhos é polo de saúde, educação, comércio, serviços e desenvolvimento para dezenas de municípios ao redor. Ainda assim, seguimos dependendo da boa vontade de deputados de fora, que dividem sua atenção entre várias regiões e acabam tratando nossa cidade como prioridade secundária.
Isso não é justo. E, principalmente, não é eficiente. Ter um deputado de verdade não é sobre vaidade política. É sobre presença diária. É sobre conhecer cada bairro, cada demanda, cada gargalo da saúde, da infraestrutura, da segurança e do desenvolvimento econômico. É sobre alguém que sente na pele os problemas da cidade porque vive aqui, cria filhos aqui e construiu sua história aqui.
Quando uma cidade tem representação própria, ela ganha força. Ganha prioridade em emendas. Ganha espaço nas decisões do Estado. Ganha capacidade de articulação com secretarias, autarquias e com a própria Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Sem isso, ficamos sempre correndo atrás. Ourinhos já mostrou, ao longo da sua história, que sabe crescer quando tem liderança, planejamento e trabalho sério. Mas nenhuma cidade avança sozinha. O Estado funciona por articulação política e quem não tem representante direto acaba ficando no fim da fila.
Está na hora de virar essa página. Ourinhos precisa deixar de ser lembrada apenas em discursos e passar a ser defendida todos os dias, com projeto, com estratégia e com coragem. Precisa de alguém que bata na mesa quando for preciso, que construa pontes quando for inteligente e que nunca aceite menos do que a cidade merece.
Deputado de verdade não aparece só em foto. Deputado de verdade resolve problema. Deputado de verdade entrega resultado. Ourinhos já esperou demais.
Agora é hora de ocupar o espaço que é nosso por direito, com trabalho, união e uma representação que honre a força da nossa gente.
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